Dó central.

Olá a todos,

Este é o primeiro post do meu recém-lançado, porém já querido, blog. A meta é a seguinte: a cada 15 dias, um piano novo, um novo lugar para eu conhecer, me apresentar como cantora/pianista e contar para vocês a experiência. Vou falar sobre o lugar, o piano, as músicas e o processo que me encontro. Quantos pianos existem na cidade?! Não faço idéia, mas espero descobrir.

As razões pelas quais começo este projeto são várias, mas acho que a maior delas é o fato de que isso vai me empurrar para o mundo real. Passo a maior parte do meu tempo dentro do meu quarto, estudando/trabalhando, e este projeto irá me jogar no meio da cidade. Funcionará como uma espécie de terapia para sair da concha, o famoso “desovar”.

No Brasil, um piano costuma ser algo inusitado de se achar. Imagino que na Áustria (ou em algum país cujo clima e história remeta a esse instrumento) isso seja recorrente. Mas aqui, no país do violão, quando entramos num lugar e vemos um piano, não conseguimos deixar de notar e falar com surpresa: “Olha! Um piano!!”. Como se estivessemos achado um bilhete premiado.

O que acontece em muitos casos é que este bilhete premiado geralmente está largado, encostado, desafinado e sob uma camada grossa de pó. E, para um piano, que é o senhor dos instrumentos, o sol de toda a música, isso é muito deprê. O instrumento não aguenta tanta humilhação.

O piano é um instrumento pesado de difícil mobilidade, então quando ele está lá, qualquer que seja o lugar, é porque tem uma história por trás. Ou ninguém se daria ao trabalho de carregar mais ou menos 185 kg (um piano pequeno) para colocá-lo naquele local. Qual a razão do piano estar lá? Humm… Essa é uma das coisas que pretendo descobrir.

E a minha própria história com o piano é o que me motiva em direção a esse projeto. Mas ela é muito longa para ser contada aqui. Vou diluí-la nos futuros posts. Mas a ilustração anexada tem uma história muito boa, mas isso é  pra daqui a pouco.

Me desejem sorte.

 Beijos!
ilustração do cartunista francês Jean Jaques Sempé chamada “Catherine Baillol” que se encontra no livro The Musicians
  • Acabei de ouvir sobre seu projeto na cbn. Parabéns pela iniciativa.

    • Alessa em 26 de March de 2012

      Olha que bacana, vc sabe qual programa!?

  • Jorge em 26 de March de 2012

    Parabéns pelo projeto, é disso que Sao Paulo precisa. Ouvi sobre seu blog na CBN hoje e algo na hora do almoço comecei a ler, muito bom.
    Para a resposta acima, foi o Gilberto Dimestein que falou sobre seu blog.

    • Alessa em 26 de March de 2012

      Obrigada Jorge! Já averiguei o programa! Convido você a curtir minha página do Facebook também. O link está ai do lado!

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